4 de janeiro de 2011

2011 O ANO DO CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE GERALDO DECOURT

Decourt Meus amigos, nesse primeiro artigo do ano que está iniciando, eu gostaria de chamar a atenção da CONFEDERAÇÃO BRASLEIRA DE FUTEBOL DE MESA, da FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL DE MESA e das demais FEDERAÇÕES ESTADUAIS, para a grande comemoração que deverá ser feita no próximo dia 14 de fevereiro, quando estaremos comemorando o centenário de nosso grande amigo/ irmão/ botonista mor GERALDO CARDOSO DECOURT.
Acredito que esse ano deva ser dedicado àquele que muito fez pelo nosso esporte, e, inclusive em seu período de intenso sofrimento físico, sempre esteve à frente do movimento que ele amou como nunca.
Já lancei, em um artigo na coluna que escrevo no blog da AFM CAXIAS DO SUL, um chamamento às homenagens que devem proliferar em todos os cantos de nosso país em homenagem ao Papa do futebol de mesa. Em meu clube, em Itajaí, lançamos o ano DECOURT, no qual teremos várias premiações de competições com troféus em homenagem ao centenário amigo. 

Decourt nasceu em Campinas (SP) em 14 de fevereiro de 1911. Pouco tempo depois foi residir com seus pais no Rio de Janeiro. Lá, com nove a dez anos tomou conhecimento do futebol de botões. Em seu livro relata que era um dos mais jovens a disputar o campeonato carioca, pois a grande maioria dos participantes beirava os vinte anos de idade. 

Por essa razão, nesse mesmo livro ele abomina a idéia de colocar o seu nome na criação do futebol de botões. Seu trabalho foi, aos dezenove anos, publicar o primeiro livro de regras de futebol celotex. Chamou celotex porque as mesas onde jogavam eram feitas desse material, fabricado em Chicago (EUA) e que na atualidade se assemelham ao nosso Duratex. E ele, com dezenove anos visitava as redações dos principais jornais do Rio de Janeiro, cuja penetração nacional era imensa, pois o rádio era incipiente e TV um sonho futurista. E os jornais da época eram A Noite, A Ordem, Diário da Noite, A Batalha, O Globo, Rio Esportivo, Diário de Noticias e revistas A Noite Ilustrada e o Suplemento de O Cruzeiro, impressos em rotogravura. 

Naquela época os jogos eram do selecionado carioca contra o selecionado paulista. Decourt não se intimidava e com a desculpa de conseguir autógrafos dos craques da época, fez amizade com Thomaz Mazzonni e José Moura, os quais administravam a Gazeta de São Paulo. 

Se achamos, na atualidade que a imprensa não nos valoriza, imaginem como deve ter sido dura a vida daquele rapaz em uma época em que os jornais eram o principal meio de divulgação nacional. Mesmo assim ele nunca esmoreceu. 

Durante a sua vida profissional deslocava-se para muitas cidades. Na década de 40/50 morou em Porto Alegre e por aquelas bandas organizou e realizou um campeonato de futebol de mesa com o apoio do Correio do Povo. 

Ao reiniciar sua atividade botonistica em São Paulo, lá pelo ano de 1957, conforme explica em seu livro, num encontro com o campeão Eder Jofre, recebeu o endereço do Grêmio Dramático Luso Brasileiro, no Bom Retiro. Lá, sagrou-se vice campeão da Federação Paulista de Futebol de Mesa em sua primeira vigência. 

Fundou o BOTUNICE, Botonistas Unidos de Campos Elíseos, sendo seu presidente e posteriormente seu Presidente de Honra. Dentro do Botunice, criou o informativo BOTUNICE INFORMA, onde narrava tudo o que acontecia no âmbito paulista do futebol de mesa. 

Foi homenageado em todas as agremiações por onde passou. Sua figura carismática conseguia alegrar e motivar a todos que tiveram a ventura de conviver com ele. 

Por essa razão, fica a sugestão dessa coluna. Nesse ano vamos homenagear essa figura maiúscula de nosso esporte. 

Tenho certeza de que, onde ele estiver seu espírito deverá sentir-se honrado com a lembrança de tantos amigos que fez em vida e de tantos outros que estão seguindo seus passos naquilo que ele tratou com tanto carinho e dedicação. 

Por isso, Presidente Farah, crie o ANO DO CENTENÁRIO DE GERALDO DECOURT, não deixando passar essa oportunidade de homenagear o nosso Mestre. 

E a todos os presidentes de Federações, por favor, prestem essa homenagem àquele que foi o desbravador de nosso movimento, bem antes de nosso nascimento. Não se esqueçam de reverenciar quem merece ser reverenciado. Acredito que todos ficarão felizes lembrando-se desse dinossauro do futebol de mesa. 

Até a semana que vem...

image Coluna do Adauto Celso Sambaquy
http://www.futmesabrasil.com/
Botonista - Marcílio Dias-SC
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4 Comentários desta postagem:

  1. Belíssimo texto, parabéns Adauto! e Glauco pela postagem!
    abs
    Ricardo

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  2. Parabens pelo texto e pela homenagem a essa figura histórica que conheci a pouco tempo, mas que já admiro pela obstinação que teve para o engrandecimento da nossa nobre arte.

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  3. Ótima e merecida homenagem a esse ícone do futebol de mesa/botão/celotex etc.

    Bom ver que muitos estão homenageando o maior divulgador e gueirreiro do futmesa.

    Saudações abraço

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  4. Que maravilha Adauto, é um grande prazer e satisfação ler tuas colunas. Justíssima e oportuna homenagem, todos nós botonistas nos curvamos diante do grande Décourt e de todos aqueles que honram o futebol de mesa, que você está incluído.
    Forte abraço,
    Ivo

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